A Força de Fronteira faz greve de Páscoa
Milhões de pessoas que viajam para o Reino Unido podem enfrentar perturbações significativas neste fim de semana de Páscoa. Diferentes grupos estão a fazer greves e os voos estão a sofrer atrasos.
Neste momento, mais de 1.900 voos na Europa sofreram atrasos. Por isso, a pressão está a aumentar antes dos dias de pico das férias.
Consequentemente, os conflitos laborais estão a agravar-se em todo o sector da aviação, aumentando a incerteza.
Ameaça de greve suscita preocupações
O Sindicato dos Serviços Públicos e Comerciais, que representa milhares de agentes da Força de Fronteiras, está a aproximar-se de uma greve.
Se for aprovada, a greve poderá afetar os principais pontos de entrada em todo o país. Entre eles estão os aeroportos de Heathrow, Gatwick e Manchester.
Por exemplo, os agentes da Border Force são responsáveis pelo controlo dos passaportes e dos controlos aduaneiros. Por conseguinte, qualquer perturbação teria um impacto direto no processamento das chegadas.
Por conseguinte, os funcionários alertam para o facto de as filas de espera poderem prolongar-se por horas durante os períodos de ponta. Além disso, a falta de pessoal poderá atrasar ainda mais as operações.
No entanto, as negociações entre sindicatos e autoridades continuam em curso. Por conseguinte, o resultado final é ainda incerto.
Greves em Heathrow aumentam a pressão
O pessoal de segurança de Heathrow também está a planear uma greve. O calendário coincide com o pico de viagens da Páscoa.
Esta sobreposição aumenta o risco de atrasos generalizados. Além disso, os passageiros podem ser confrontados com tempos de rastreio mais longos antes do embarque. Por conseguinte, as autoridades estão a preparar estratégias de atenuação.
Os operadores aeroportuários estão a considerar a possibilidade de reafectação de pessoal e de ajustamento dos horários. No entanto, a escala das perturbações continua a não ser clara.
Novas regras nas fronteiras atrasam os voos
As perturbações não se limitam ao Reino Unido. Em toda a Europa, os atrasos nos voos já estão a aumentar.
Por exemplo, os números actuais indicam 1.901 voos atrasados e 75 cancelamentos. Consequentemente, as redes de viagens estão a ficar cada vez mais tensas.
Especificamente, companhias aéreas como a Lufthansa, a KLM e a Iberia estão entre as afectadas.
Só o aeroporto de Heathrow regista atrasos médios de cerca de 46 minutos. Entretanto, os voos de ligação estão a sofrer interrupções em cascata.
De um modo geral, estes atrasos resultam frequentemente de restrições do controlo do tráfego aéreo. Além disso, a falta de pessoal continua a afetar as operações.
As greves na Europa agravam as perturbações
As greves em toda a Europa estão a agravar o problema. Em Espanha, por exemplo, há falta de pessoal nos aeroportos e conflitos laborais.
Consequentemente, estes problemas estão a afetar significativamente os voos com destino ao Reino Unido. Por conseguinte, as perturbações estão a propagar-se às rotas internacionais.
Uma vez que as redes de aviação estão interligadas, os atrasos repercutem-se rapidamente para além das fronteiras. Consequentemente, mesmo os aeroportos não afectados sofrem impactos secundários.
Além disso, os serviços de assistência em escala e de bagagem estão sob pressão. Consequentemente, os prazos de entrega estão a aumentar.
O pico da procura de viagens aumenta o risco
A Páscoa é um dos períodos de maior movimento no Reino Unido. O volume de passageiros aumenta normalmente durante as férias escolares.
Este ano, a procura é especialmente elevada. Por conseguinte, mesmo as pequenas perturbações podem agravar-se rapidamente.
Prevê-se que os picos de viagens comecem no início de abril. Entretanto, as companhias aéreas já estão a operar perto da sua capacidade.
Consequentemente, há pouco espaço para a flexibilidade operacional. Consequentemente, os atrasos podem transformar-se em perturbações generalizadas.
Resposta às greves
Os aeroportos e as companhias aéreas estão a implementar planos de emergência. Por exemplo, Heathrow está a ajustar as estratégias de pessoal e de fluxo de passageiros.
Além disso, as companhias aéreas estão a aconselhar os passageiros a chegarem mais cedo do que o habitual. Esta medida tem por objetivo reduzir os riscos de congestionamento.
Entretanto, o Governo do Reino Unido também está a dialogar com os sindicatos. No entanto, ainda não se chegou a um acordo final.
Por conseguinte, mantém-se a possibilidade de uma greve. Entretanto, as autoridades continuam a acompanhar de perto a situação.
O que os viajantes devem esperar
Para já, os viajantes devem preparar-se para filas de espera mais longas nos aeroportos. Em especial, os controlos nas fronteiras podem demorar muito mais tempo.
Os passageiros devem também contar com possíveis atrasos ou cancelamentos de voos. Por conseguinte, a flexibilidade é essencial ao planeares as tuas viagens.
Os especialistas recomendam que chegues pelo menos três horas antes da partida. Além disso, os viajantes devem verificar regularmente as actualizações dos voos.
As ferramentas digitais e as aplicações das companhias aéreas podem ajudar a acompanhar as alterações em tempo real. No entanto, podem ocorrer perturbações sem aviso prévio.
É importante que os passageiros reservem tempo extra para as ligações. Caso contrário, a perda de voos pode tornar-se mais frequente.
Pressão contínua no sector da aviação
A atual perturbação reflecte desafios mais vastos no sector da aviação. Desde a pandemia, a escassez de pessoal tem-se mantido.
Além disso, os conflitos laborais tornaram-se mais frequentes. Consequentemente, os períodos de pico de viagens expõem frequentemente as fragilidades do sistema.
“Os membros estão a ser convidados a policiar uma nova fronteira digital com níveis de pessoal de 2019”, comentou o sindicato dos Serviços Públicos e Comerciais (PCS), em declarações à sede da Visa.
Em suma, as infra-estruturas e a capacidade da mão de obra continuam sob pressão. Por conseguinte, a resiliência em todo o sector está ainda em desenvolvimento.
Os analistas do sector alertam para o facto de estas perturbações poderem continuar. No entanto, são esperadas melhorias a longo prazo com investimento e planeamento.
As perspectivas continuam a ser incertas
As perspectivas para as viagens da Páscoa continuam incertas. Muito depende da continuação das acções de greve.
Se as greves forem evitadas, as perturbações poderão diminuir ligeiramente. No entanto, os atrasos actuais continuam a constituir um desafio.
Pelo contrário, uma ação coordenada de greve poderia piorar significativamente as condições. Por conseguinte, os viajantes devem manter-se cautelosos.
Em última análise, a convergência de greves e atrasos cria um ambiente de alto risco para as viagens. Para já, a preparação é essencial.
Foto de Chris Bahr no Unsplash